Endless Land

Endless Land – Vassilis Mazomenous (Grécia)

Uma elegia poéLca e visualmente belíssima sobre a memória, o exílio e os ciclos geracionais, que se passa numa aldeia remota de Epirus no norte da Grécia, conta uma história de perda e conLnuidade que se enraíza nos ritmos eternos da vida rural e da migração. Deixando as imagens falar, por vezes pungentemente, este é um dos mais belos exemplos do cinema europeu moderno. O realizador é membro da European Film Academy e apresentou o seu primeiro filme no Fantasporto, “Money, a Mythology of Darkness” (2000), bem como muitos dos onze que realizou depois, entre os quais os mais recentes “Exile” (2019) e “Purgatory”(2020) . Entretanto, tem já 36 prémios internacionais é uma das vozes mais conhecidas do cinema grego. Foi Prémio de Carreira do Fantasporto em 2001.

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Gaua – Paul Urkijo Alijo –  (Esp) – horror, feitiçaria

Kayalin é uma jovem casada com um marido violento que vive num meio rural, dominado pelo medo dos seres da floresta, do temor a Deus e à Inquisição. Ao querer fugir do marido, vê-se envolvida com 3 mulheres que lhe vão contar histórias de horror, desde o Padre que persegue uma lebre, a amiga possuída ou o monstro do bosque. Histórias ancestrais de povos isolados com vidas duras, receosos na sua relação com a natureza. Um excelente exemplo da qualidade do cinema espanhol, sobretudo pela realização, a fotografia e a interpretação da protagonista, Yune Nogueiras. O realizador Paul Urkijo é uma das descobertas do Fantasporto com as curta-metragens “Dar Dar” (2020) e “El Bosque Negro” (2015) e tem já 11 prémios internacionais.

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