Movie Talks

1 Março

BAR BATALHA CENTRO DE CINEMA

APRESENTAÇÃO DO LIVRO

“Sobre o Amor Inútil” De Artur Manso

15:00

O Amor é inútil? O autor responde com este ensaio que é, ao esmo tempo, um desafio filosófico e um manifesto sensorial. Recusando a idealização do amor romântico ou espiritualizado, conduz-nos por um percurso inesperado, onde o desejo da carne é o ponto de partida para repensar o lugar do amor nas nossas vidas. De Empédocles a Santo Agostinho, de Teresa de Ávila a Óscar Wilde, passando por Platão, Kant, Rousseau e Anais Nin, este texto entrelaça referências eruditas com uma escrita lúcida e audaz. O autor tenta, assim, resgatar o erotismo enquanto dimensão fundadora da experiência humana, demonstrando hipocrisias sociais e morais que, durante séculos, reprimiram o prazer em nome de virtudes construídas sobre o medo.

 

Artur Manso, nasceu nos idos de 1964, pelo outono, ao cair das folhas, na aldeia transmontana de Izeda. Professor universitário na Universidade do Minho, que ao longo do tempo se tem dedicado à aprendizagem e ao ensino das pequenas coisas sob o signo da estética e da ética, do lugar que nos cabe no mundo e de como a beleza nos pode tranquilizar. Entre a vasta obra contam-se os livros: Agostinho da Silva: Aspectos da sua vida, obra e pensamento (2000); Representações sobre o desejo (2005); Manuel Laranjeira. 1877-1912 (2013); Escolas para quê? Ensaio sobre a pedagogia indolente (2017); Traços equívocos (2019). Breve é toda a vida. Para uma pedagogia da morte e do morrer (2021); Educação estética. O belo
enquanto manifestação do bem (2023). Agostinho da Silva. 1906-1994 (2025); Sobre o amor inútil (2025).

APRESENTAÇÃO DO LIVRO de DANYEL GUERRA

“Mulheres & Homens” De  Danyel Guerra

17:00

Quando a sua época levantou o dedo contra si própria, Karl Kraus foi esse dedo” -Elias Canetti Em Mulheres & Homens, perfilhando o louco desafio de Horácio a Vergílio, sob os auspícios da obra do aforista boêmio Karl Kraus, Danyel Guerra faz desfilar um farsante corso de pensamentos, aforismos, meditações, reflexões, citações, elucubrações, máximas, insinuações, tributos e enigmas. Eis uma profusa torrente de textosterona, suscitados e sugeridos por uma acutilante observação da vida humana e social. Ainda que sejam vidas desumanas e antissociais.No avesso do avesso do avesso do avesso da fantasia momesca, Pierrot vira Arlequim. Carnavalizar é preciso, espargindo o agridoce perfume do absurdo, do paradoxo, da ironia, do sarcasmo, do jocoso, do burlesco e até do besteirol.

 

Danyel Guerra (aka Danni Guerra) nasceu em São Sebastião do Rio de Janeiro, Brasil, num novembrino dia de Vênus, sob o signo de Escorpião. No ano em que Billy Blanco e Tom Jobim deram à luz a ‘Tereza da Praia’. Tem uma licenciatura em História Universal da Infâmia, pela Faculdade Letras Protestadas, sendo jornalista nas horas (mal) pagas.
Nas horas vagas escreveu, editou e/ou publicou os livros ‘Em Busca da Musa Clio’ (2004), ‘Amor Città Aperta’ (2008), ‘O Céu sobre Berlin’ (2009), ‘Excitações Klimtorianas’ (2012), ‘O Apojo das Ninfas’ (2014), ‘Oito e demy’ (2015), ‘O Português do Cinemoda’ (2015), ‘Os Homens da Minha Vida’ (2017) e ‘Corpo Estranho’ (2021). Em 2025, estreou no Fantasporto, ‘Cinema Amor’, primeira entrega da trilogia ‘Textosterona’.

Movie Talks

2 de Março | 15:00 – 18:30

BAR BATALHA CENTRO DE CINEMA

APRESENTAÇÃO DO LIVRO

“Adaptação e Intertextualidade na obra infanto-juvenil “Contos Gregos” de António Sérgio” De José Carlos Pereira

15:00

José Carlos Magalhães Pereira é técnico superior do Município de Felgueiras, animador cultural, poeta, escritor, investigador académico e autor de artigos científicos. Foi jornalista do Jornal de Notícias, é licenciado em Português-História, pela Universidade Aberta, mestre em Estudos Clássicos – Poética e Hermenêutica, pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, e portador do Curso de Formação Avançada do Doutoramento em Estudos Interdisciplinares da Literatura, pela UTAD. A sua dissertação, Adaptação e intertextualidade na obra infantojuvenil “Contos Gregos”, de António Sérgio, obteve a distinção honrosa do Prémio António Sérgio 2023, na área Estudos e Investigação, atribuída pela CASES.

DEBATE

“Cinema Hoje: Como produzir independentemente – concursos e outras fontes de financiamento”

17:00

Com Pedro Farate (Director de Fotografia), Pedro Gil Vasconcelos (realizador e argumentista), Luis Moya (Realizador), Isabel Pina (Realizadora), Luís Diogo (Realizador), Vasco Viana (realizador) e Beatriz Pacheco Pereira (escritora, Fantasporto).

Movie Talks

3 de Março |  17:00


BAR BATALHA CENTRO DE CINEMA

CONFERÊNCIA/DEBATE

“Edgar Allan Poe: através da lente de Roger Corman” Por  Jaqueline Pierazzo

A obra de Edgar Allan Poe (1809–1849) constitui um exemplo central do revivalismo gótico do século XIX, funcionando como expressão e complemento dos receios associados à Revolução Industrial, bem como precursora do fantástico de terror moderno. Produzidos originalmente para o mercado editorial da época, os seus contos de terror chegaram a ser considerados excessivos, sensacionalistas ou culturalmente menores. No início da década de 1960, essa herança literária é retomada e reinterpretada no cinema no ciclo de adaptações de Poe realizado por Roger Corman (1926–2024). Ao aproximar literatura e cinema frequentemente classificados como formas “baixas” ou marginais, esta comunicação propõe uma
reflexão sobre o valor cultural, estético e histórico do terror gótico popular.

Jaqueline Pierazzo é atualmente doutoranda na FLUP e investigadora do laboratório digital do CETAPS – Centro de Estudos de Inglês, Tradução e Anglo-Portugueses, onde trabalha num projeto relacionado com o estudo da evolução do efeito do terror nas obras de Edgar Allan Poe através do uso de ferramentas e metodologias digitais. Ela também está a trabalhar na criação de uma edição digital dos escritos de terror do autor.

Movie Talks

4 de Março | Quarta-Feira

BAR BATALHA CENTRO DE CINEMA

APRESENTAÇÃO DE LIVROS

Antologias de ficção científica “Vislumbres de Futuros passados” e “Princesses of Strife” de Francisco Duarte.

15:00

“Vislumbres de Futuros passados” é uma viagem por universos distantes, batalhas épicas e dilemas humanos. “Princesses of Strife” são sete histórias de mulheres em guerra, entre máquinas, naves e mundos fantásticos. Cada livro reúne sete contos que combinam ação, emoção e mundos extraordinários.

 

Francisco Duarte é um autor português com quase duas décadas de experiência na escrita de ficção científica, fantasia e aventura. Ao longo da sua carreira, escreveu dezenas de contos para videojogos, incluindo “MAV: Modular Assault Vehicle”, e desenvolveu diversos módulos para jogos narrativos, nomeadamente “Dungeon Crawl Classic e Dungeons & Dragons”. Publicou também a novela de fantasia urbana “Heather: A Kaiju Novel”, homenagem aos filmes de monstros gigantes da sua infância, combinando a sensação de admiração desses clássicos com a intensidade da fantasia urbana e da ficção militar.

CONFERÊNCIA/DEBATE

“Enquadrar o Fantástico – a situação actual do género e as suas múltiplas expressões”

Com Professor Dr Nic Hurst (FLUP), Professora Dra Fátima Vieira-(FLUP), Francisco Duarte (escritor de videojogos e ficção científica) e Beatriz Pacheco Pereira (escritora, diretora do Fantasporto)

17:00

Nicolas Hurst é Presidente da Associação Luso-Britânica do Porto. Professor assistente de Estudos Ingleses na FLUP (aposentado). Professor de Inglês, metodologia ELT e design de materiais. Vários artigos publicados em Portugal e no estrangeiro. Palestrante regular em conferências locais e internacionais. Doutorado em Estudos Anglo-Americanos.

Fátima Vieira é Vice-Reitora para a Cultura da Universidade do Porto. É professora catedrática da FLUP, onde começou a lecionar em 1986. É coordenadora do CETAPS – Centro de Estudos de Inglês, Tradução e Anglo-Portugueses, uma iniciativa conjunta entre a Universidade do Porto e a Universidade NOVA de Lisboa.

Francisco Duarte é um autor português com quase duas décadas de experiência na escrita de ficção científica, fantasia e aventura. Ao longo da sua carreira, escreveu dezenas de contos para videojogos e desenvolveu diversos módulos para jogos narrativos, nomeadamente “Dungeon Crawl Classic e Dungeons & Dragons”. Publicou também a novela de fantasia urbana “Heather: A Kaiju Novel”.

Beatriz Pacheco Pereira é licenciada em Filologia Germânica na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, com especialidade em Literatura
Inglesa. Está presente em diversas áreas da Cultura, é escritora, investigadora de cinema e escultora. Foi co-fundadora do Fantasporto em 1981. Foi ainda júri do ICA, selecionou filmes portugueses para os Óscares e tem vários livros publicados, de ensaio, crónica, conto e romance. A sua ficção é na maioria da área do Fantástico. É autora da Antologia “Fantasporto 40 Anos: uma História de Cinema”.

Em cooperação com a Faculdade de Letras da Universidade do Porto, CETAPS e a Associação Luso-Britânica do Porto.

Movie Talks

5 de Março – Quinta-feira

17:00

BAR BATALHA CENTRO DE CINEMA

CONFERÊNCIA/DEBATE

O Cinema Norueguês em Foco: Produção, Identidade, Relações no Trabalho, Autonomia e Igualdade de Género como Estrutura para um Sucesso Contemporâneo.

Com

Nina Knag é uma realizadora e argumentista que apresentou em estreia esta sua primeira longa-metragem no Festival de Karlovy Vary em que a intérprete principal Pia Tjelta recebeu o Prémio de Melhor Actriz.   Muito apreciado pela crítica, foi ainda filme de abertura no Festival de Bergen, ainda antes da estreia nacional na Noruega. A realizadora foi ainda responsável por episódios de “Rumours” e tem algumas curtas premiadas.

 

Elisabeth Sjaastad , realizadora, estudou na Academia de Cinema de Pequim, dirigiu e produziu o documentário "Shiny Stars, Rusty Red" (China),
indicado ao Prémio Amanda (prémio nacional de cinema da Noruega) e selecionado para festivais de cinema em todo o mundo, incluindo o Full Frame Documentary Festival, nos EUA, e o Festival Internacional de Cinema de Busan, na Coreia do Sul. Através de sua produtora, Screen Stories, produziu filmes em vários países. É membro do Juri internacional CF.

 

Eléonore Anselme é produtora do filme “Don’t Call Me Mama” em competição na Semana dos Realizadores, e é conhecida por filmes como “Okkupert” (série TV), “Girls Will Be Girls” (2024), entre outros.

 

Rodrigo Stoicheff, actual comissário do Programa NEO, é realizador, professor de Cinema e editor, conhecido por “Thev Last Crusader” (2005),
“The Twin”(2022) e “Lillyhammer” (2012).Também participou em “Don’t Call Me Mama”, em competição no Fantrasporto 2026.

Moderadores: Pedro Gil Vasconcelos, Beatriz Pacheco Pereira

 Em colaboração com o Norwegian Film Institute, e o Filmforbund, responsáveis pelo Programa Foco Noruega no Fantasporto 2026.

Movie Talks

6 de Março | Sexta-feira

BAR BATALHA CENTRO DE CINEMA

CONFERÊNCIA/ DEBATE

“Fiz crítica de cinema e consegui continuar a gostar de cinema”

Por  Pedro Garcia Rosado

15:00

Pedro Garcia Rosado nasceu em Lisboa em 1955. Como jornalista, trabalhou como redactor e colaborador em diversos órgãos de comunicação de expansão nacional e foi correspondente do Variety em Portugal. Foi crítico de cinema e autor dos anuários portugueses de vídeo de 1989 a 1993, foi consultor de comunicação e tradutor profissional. Tem onze romances publicados, todos da área do thriller, traduzidos em França e em Espanha, sendo o mais recente “O Último Refúgio” (Clube do Autor). Mantém o blogue de opinião “Pedro Garcia Rosado”. É membro do Júri Internacional do Cinema Fantástico no Fantasporto 2026.

“David Fincher’s “Fight Club”: an Incel MANifesto?”

Pelo Professor Dr Mark Poole

17:00

“Incel” é uma junção das palavras “celibatário”; e “involuntário”. Em sua forma mais básica, incel descreve alguém, geralmente um homem, que se sente frustrado com a falta de experiências sexuais. A Liga Antidifamação (Anti-Defamation League) que trabalha para combater o ódio e o extremismo, define incels como “homens heterossexuais que culpam as mulheres e a sociedade pela sua falta de sucesso romântico”. (CNN)

7 de Março – Sábado

BAR BATALHA CENTRO DE CINEMA

CONFERÊNCIA DE IMPRENSA DE BALANÇO DO FESTIVAL | ANÚNCIO DOS PRÉMIOS

11:30

Na presença dos directores Beatriz Pacheco Pereira e Mário Dorminsky

APRESENTAÇÃO DO LIVRO

Cidália”

 De Ricardo Figueira

15:00

Cidália fará 70 anos dentro de alguns meses. Sozinha em casa, vê-se nua ao espelho e dá-se conta da finitude do corpo e dos efeitos da passagem do tempo. O único filho, Rafael, cumpre uma longa pena de prisão e Cidália está impedida de o visitar devido à pandemia. Confinada ao apartamento lisboeta onde vive desde jovem, resta-lhe percorrer a galeria de memórias da dor e da alegria, das aventuras que viveu, das lutas que travou e dos homens que amou.

 Ricardo Figueira nasceu em Lisboa em 1975 e passou a maior parte da vida adulta na cidade francesa de Lyon, tendo recentemente regressado à sua cidade natal. A pandemia fê-lo retomar o gosto pela escrita. Tem contos publicados em várias colectâneas, incluindo o conto “A Máquina”, na colectânea “Contágios”, dos Mapas do Confinamento, publicado pela Visgarolho.  É igualmente fotógrafo e co-realizou, com Isabel Pina, a curta-metragem Motorphobia. Profissionalmente, trabalha como jornalista para a cadeia Euronews. “Cidália” é o primeiro romance que publica.