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O Amor é inútil? O autor responde com este ensaio que é, ao esmo tempo, um desafio filosófico e um manifesto sensorial. Recusando a idealização do amor romântico ou espiritualizado, conduz-nos por um percurso inesperado, onde o desejo da carne é o ponto de partida para repensar o lugar do amor nas nossas vidas. De Empédocles a Santo Agostinho, de Teresa de Ávila a Óscar Wilde, passando por Platão, Kant, Rousseau e Anais Nin, este texto entrelaça referências eruditas com uma escrita lúcida e audaz. O autor tenta, assim, resgatar o erotismo enquanto dimensão fundadora da experiência humana, demonstrando hipocrisias sociais e morais que, durante séculos, reprimiram o prazer em nome de virtudes construídas sobre o medo.
Artur Manso, nasceu nos idos de 1964, pelo outono, ao cair das folhas, na aldeia transmontana de Izeda. Professor universitário na Universidade do Minho, que ao longo do tempo se tem dedicado à aprendizagem e ao ensino das pequenas coisas sob o signo da estética e da ética, do lugar que nos cabe no mundo e de como a beleza nos pode tranquilizar. Entre a vasta obra contam-se os livros: Agostinho da Silva: Aspectos da sua vida, obra e pensamento (2000); Representações sobre o desejo (2005); Manuel Laranjeira. 1877-1912 (2013); Escolas para quê? Ensaio sobre a pedagogia indolente (2017); Traços equívocos (2019). Breve é toda a vida. Para uma pedagogia da morte e do morrer (2021); Educação estética. O belo
enquanto manifestação do bem (2023). Agostinho da Silva. 1906-1994 (2025); Sobre o amor inútil (2025).

