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Procurando recuperar a saúde em Veneza, o compositor Gustav von Aschenbach, no auge da sua carreira, fica obcecado pela figura de um adolescente, Tadzio, que passa férias com a família.

É difícil saber qual o elemento que transforma este filme de Luchino Visconti numa obra-prima que atravessa os tempos com admiração e perfeição. Se é a adequação da música de Gustav Mahler, intensamente poética e trágica, às personagens e história tirada do romance do alemão Thomas Mann, publicado em 1913. Ou se é o trabalho magistral de realização de Luchino Visconti ao basear a sua personagem principal precisamente em Mahler – na história original trata-se de um escritor- ao contar a obsessão do aristocrata que sabe estar a caminho da morte e sente a nostalgia de perder a visão da Beleza simbolizada pelo adolescente Tadzio. Ou até se é a própria cidade como Veneza, também ela símbolo do refinamento do passado, que se vai afundando irremediavelmente.

No protagonista, está Dirk Bogarde, um actor hoje quase esquecido, na altura um dos maiores do cinema britânico, conhecido por “The Servant, “Accident” ou “Modesty Blaise”, todos de Joseph Losey, ou “A Tale of Two Cities”de Ralph Thomas. Com ele estão Marisa Berenson, actriz de “Barry Lyndon” de Kubrick ou “Elas” de Galvão Teles, Silvana Mangano, de “Riso Amaro” ou “Dune” de Lynch, e o jovem Bjorn Andresen, no papel do enigmático adolescente, completam o elenco. 

Luchino Visconti  Nasceu em Milão, Itália, a 2 de Novembro de 1906. Argumentista e realizador, ficou conhecido por filmes como Rocco e os seus Irmãos (1960), Morte em Veneza (1971), The Leopard (1963) e As Noites Brancas (1957). Morreu em Roma em 1976. 

 

Título: Morte a Venezia. País: Ita/ Fra. Realização: Luchino Visconti. Argumento: Thomas Mann, Luchino Visconti, Nicola Badalucco. Actores: Dirk Bogarde, Silvana Mangano, Marisa Berenson, Bjorn Andresen. Ano: 1971. Duração: 130’